sábado, 16 de maio de 2009

SITES DE TEMPLATES

Atendendo o pedido de uma querida leitora( a Bel), eis a relação de bons sites de templates:

5 COLUMN TEMPLATE
ALL BLOG TOOLS
BLOGGER TEMPLATES
BLOGGER TEMPLATES DIRECTORY
BLOGGER TEMPLATES .ORG
BLOGSPOT TEMPLATE
BTEMPLATES
CARL GALLOWAYS BLOGGER TEMPLATES
FINAL SENSE
GOSUBLOGGER
ISNAINI
JACKBOOK
TEMPLATE GODOWN
CHIC SASSY DESIGNS
PAPERBACK DESIGNS
SUCK MY LOLLY
FIRDAMATIC TEMPLATE GENERATOR
PSYCHORMPHOTOSHOP SUPPORT

Espero ter sido útil.Em breve postarei mais sites.Este semana pesquisarei e em breve publicarei a compilação.
Beijo para quem é de beijo e abraço para que é de abraço.

Fonte: http://www.templatesblogspot.com/

domingo, 10 de maio de 2009

O Brasil é Um Grande Plágio

Ter idéias próprias não é bem uma característica que marque a História do Brasil. Exceto alguns casos avulsos, a ‘cópia’ se constitui um costume nacional, desde os primeiros dias desse país que, inclusive, já teve o nome oficial de ‘Estados Unidos do Brasil’, dando mostras do olhar invejoso lançado sobre o irmão-mais-rico: o Tio Sam.
Nas artes, o Brasil só veio a ‘rascunhar’ sua primeira identidade em 1922, com a ‘Semana da Arte Moderna’. Mesmo assim não faltaram duras críticas. Os conservadores da época, considerando ultrajante qualquer mínima tentativa de romper os vínculos com as tradições européias, insistiam em não enxergar qualidade nas tendências artísticas especificamente brasileiras.
O cinema nacional também viveu algumas décadas em que fez do plágio sua maior fonte de inspiração. A maioria das ‘chanchadas’ nada mais era que paródia mal feita de famosos filmes estrangeiros. Paralelo a isso, a cultura desvalorizava suas poucas obras originais. Quase ninguém sabe que ‘O Cangaceiro’, filme produzido por Lima Barreto em 1953, é, ainda hoje, o maior sucesso de bilheteria que um filme brasileiro já alcançou, superando a casa dos US$ 50 milhões. Só na França, ficou 5 anos em cartaz. Infelizmente, essa renda ficou com a Columbia, companhia cinematográfica dos EUA, que comprou barato os direitos sobre a película.
Com a televisão não tem sido diferente. Alguns dos programas mais populares são apenas cópias. Quem assina TV a cabo já deve ter percebido que o ‘Programa do Jô’ copia o programa do Jay Leno em quase tudo: estrutura, cenário, figurino, além de todo o diferencial como é o caso da caneca e do quinteto. Até as piadas do Leno o Jô ‘reconta’, dias depois, em versão traduzida. A coisa é tão ‘macaqueada’, que nem a postura corporal escapa.
Nos telejornais também se percebe a cópia dos formatos utilizados; principalmente os cenários adotados pela CNN.
Na música, as versões de canções estrangeiras – que chegaram a ser incentivadas por lei, durante a ditadura militar – tornaram-se algo que supera a questão do ridículo. Além do fato de que o Brasil não paga os devidos ‘royalties’ aos artistas estrangeiros, há essa tendência perene de transformar belíssimas canções em meros e tediosos lamentos pseudo-românticos. É ultrajante, por exemplo, ouvir as versões – talvez melhor fosse dizer ‘aversões’ – que Chitãozinho e Xororó cantam de ‘Wonderful Tonight’ (Eric Clapton) e que o Leonardo canta de ‘Corazón Espinado’ (Carlos Santana).
Então, ‘paródia’, ‘paráfrase’, ‘versão’ é o caralho!
O nome para tudo isso é plágio. Ainda pior se o plagiador lucra e os direitos autorais não são pagos ao autor original. Porque aí é roubo mesmo.
Há casos de plágio até entre nomes consagrados da literatura brasileira. Ariano Suassuna roubou – não cabe outra palavra – a trama central que Shakespeare metaforizou tão bem em ‘O Mercador de Veneza’. No original inglês a trama tem por centro o acordo firmado entre o agiota judeu Shylock e o cristão Antônio, no qual o primeiro poderia tirar uma libra da carne do segundo, caso o empréstimo não seja quitado. Shakespeare invoca o princípio jurídico ‘pacta sun servanda’ (‘o contrato é lei entre as partes’) para mostrar, de um lado, a fragilidade dos contratos frente à inconstância dos cenários; e, de outro, a necessidade de se respeitar tais acordos, sob o risco de – desrespeitando-os – gerar caos social. Suassuna copia a idéia na íntegra (problema, desenvolvimento e solução), mas transformando-a em idéia secundária de seu livro, minimizando a temática e, assim, impedindo que o leitor perceba a profundidade da questão sob o prisma da Filosofia do Direito.
Da mesma forma, no ensino brasileiro, principalmente o superior, a cópia tornou-se comportamento tão amplamente aceito que na maioria dessas escolas há pequenas empresas cuja única finalidade é ‘xerocar’ livros ou apostilas. Com isso, o autor, que não ganha nada com as cópias ilícitas, vê cair o volume de vendas de seu livro e se sente desestimulado a dar continuidade à produção intelectual. O lucro, por sua vez, fica para aquele que – sem ter contribuído para a efetivação da obra – reproduz e vende ilegalmente a publicação (no todo ou em parte), incontáveis vezes. É a institucionalização do plágio, praticada justamente nas instituições em que muito se discute o plágio, quando praticado pelo aluno.
Agora, imagine dois alunos conversando: “– E aí, já fez o trabalho sobre Direito Autoral? É para ser entregue na segunda-feira!”. Ao que o outro responde: “– Ainda não. Mas vou, agora mesmo, pegar as cópias dos capítulos II e III do livro do Sidney Bittencourt”.
E não cabe mais alegar que sem o uso das cópias ilícitas a educação brasileira se tornaria inviável, face à pobreza do alunado. Isso é uma explicação contraditória e inaceitável que, se já possuiu algum mínimo sentido antes dos anos 80, hoje não mais.
Com toda essa ‘cultura do plágio’, não é de se espantar que a ‘blogosfera brasileira’ apresente grandes disfunções nesse sentido. A Internet – ambiente ilusoriamente democrático – leva a crer que todos podem ser escritores; que todos podem ser engraçados; que todos têm algo que o mundo queira ler ou ver; e, pior, que todos podem ganhar dinheiro com isso.
A realidade, porém, é mais dura. A maioria sequer conhece o próprio idioma, escreve mal, não tem sensibilidade. Enfim, não possui a bagagem mínima para uma produção cultural razoável. Pior que isso: a maioria tem preguiça de aprender. Não quer desenvolver o esforço necessário para construir – na mente – um acervo de conhecimento que lhe permita ser criativo.
Será que é tão difícil assim ser original? Na verdade é! Mas e daí? Se alguns podem ser originais, é sinal de que muitos outros também podem. Para isso, no entanto, é preciso tentar exaustivamente. Errar inúmeras vezes até atingir o êxito do primeiro acerto. Thomas Edson, imortalizado por inventar a lâmpada incandescente, já havia patenteado mais de 500 outras criações de menor importância, antes de chegar àquela que lhe daria fama.
Como se não bastasse, o plágio não é somente violação de diretos autorais: uma vez que afronta o direito – constitucionalmente garantido – de personalidade do autor, configura mais que um ilícito civil, mas, ainda, um ilícito criminal gravíssimo, previsto no artigo 184 do Código Penal, cuja penalidade pode levar à detenção e multa.
E aqui nem cabe agora discutir a funcionalidade da lei, quando aplicada ao meio virtual. Tampouco vale entrar no mérito das dificuldades práticas de se identificar o plagiador e alcançá-lo, de fato, para que responda por seus erros. Isso porque, o combate ao plágio, seja na Internet ou em qualquer outro meio, vai muito além de um compromisso legal. Em plano mais amplo, a luta contra o plágio é, de certa forma, uma tentativa de se evitar a morte prematura da inteligência genuinamente brasileira.
Está na hora de o Brasil passar a ser ‘o país da originalidade’. O plagiador, embora seja quase sempre dotado de incomparável estupidez e desprovido de qualquer senso ético, deve ser conscientizado de que cópia alguma irá lhe conferir valor como pessoa que produz. Aos que insistirem no erro, restará então a opção da denuncia, da exposição dos fatos, das conseqüências legais, bem como do escárnio e da morte social que essas coisas costumam provocar.
É preciso que se entenda, afinal, que o espelho, mesmo quando diante do próspero, reflete tão-somente a imagem inversa.
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José Fernandes
contraoplagiobrasil@gmail.com

CAMPANHA CONTRA O PLÁGIO NA BLOGOSFERA.

FONTE: http://contraoplagio.wordpress.com/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AVISO À MALTA

A fotógrafa Laure Vasconi pede a todos os blogueiros que retirem as fotos de sua autoria dos respectivos blogues. A mesma além de possuir um tipo de Licença (by-nc-nd) está tendo prejuízo.

Beijo para quem for de beijo e abraço para quem for de abraço.

domingo, 15 de março de 2009

ESCLARECIMENTOS SOBRE CONFRAÇÃO

1) O que é direito autoral e o que efetivamente ele protege em se falando em blog?
Direitos autorais tratam basicamente da propriedade intelectual, que tem como característica básica a imaterialidade. Os direitos imateriais já eram protegidos pelo Código Civil de 1916 mas desde 1998 ganharam legislação própria: a
lei 9610/98.A lei 9610/98 protege as obras intelectuais, artísticas e científicas. Destas obras nascem os direitos autorais que se dividem em direitos patrimoniais e direitos morais. Estão protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro. O artigo ainda traz exemplos de criações mas não os esgota.
Assim, o texto criado por um blogueiro e postado em seu blog é de sua autoria e seus direitos, tantos morais como patrimoniais, pertencem ao autor.Veja bem, a idéia não é protegida por direitos autorais, assim como não é uma fórmula matemática, um formulário em branco ou um método de trabalho. O que se protege é a maneira como a idéia foi expressa, pois traz em seu corpo elementos autênticos atribuídos ao seu criador.Assim, sem mais delongas, o texto postado por ti em teu blog é seu e de mais ninguém. Os direitos advindos dele são de sua propriedade. Mas cuidado: a proteção engloba também imagens. Assim, se você publica imagens sem pedir a permissão antes, não importa qual o tipo de licença do blog onde você as pegou, está violando direitos autorais do dono das imagens.

2) O autor da obra e seus direitos.Autor é aquele responsável pela criação da obra intelectual, artística ou científica. É a pessoa física criadora da obra, não importando o modo como se identifica. O autor da obra pode se identificar pelo nome, iniciais, por pseudônimo ou mesmo por um símbolo.Assim, se um blogueiro, jornalista ou articulista de algum site se identificar pela letra Z ou por um simples símbolo, isso não modifica em nada a proteção de seus direitos como titular da obra.Apenas o autor do texto terá o direito de usufruir dos direitos patrimoniais e morais que advém da obra. Tradução? Somente o autor poderá ganhar os louros pelo artigo e tirar proveito patrimonial dele.Entenda, são duas vertentes do mesmo direito:
Direito moral: a autoria, a glória, a fama, o direito de ver a obra íntegra sem qualquer modificação que venha lhe prejudicar. Esses direitos são inalienáveis eirrenunciáveis, o que quer dizer que não podem ser vendidos ou abdicados.Direito patrimonial: é a exclusividade de usufruir patrimonialmente da obra. Somente o dono poderá reproduzir, autorizar a reprodução, em resumo, ganhar por aquela obra.

3) Registro da obraA proteção dos direitos autorais independem de registro. REPITO: INDEPENDE DE REGISTRO. Friso isso pois essa é a dúvida mais frequente. O dono do texto não precisa registrá-lo para ter direitos autorais sobre ele.Claro que se a obra for registrada na Biblioteca Nacional, na Escola de Música e de Belas-Artes da Universidade do Rio de Janeiro, ou no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (dependendo da natureza da obra) facilitará muito para a averiguação de sua autoria, que deverá ser comprovada em uma eventual ação jurídica.

4) A temida contrafação.Palavrinha feia essa. Contrafação é o ato de reproduzir um material protegido sem a autorização do criador.Um texto original publicado em um blog somente poderá ser reproduzido com a autorização do autor. Não importa se você coloca o link ou dá os créditos. A autorização prévia deve ser pedida, de preferência por meio escrito (email por exemplo) para que a obra seja publicada.Uma vez autorizada a reprodução, a autoria deverá ser citada. Em outras palavras, se você reproduz um texto original de um bloqueiro X, mesmo que você tenha a autorização para reproduzir o texto você deverá citar a fonte e colocar o nome do criador. Se não fizer isso estará causando dano moral ao autor da obra, que com sua atitude terá a autoria suprimida.Preste atenção: violação de direito autoral e plágio não são a mesma coisa. Até o momento em que você simplesmente não coloca o nome do autor do texto você estará violando direitos autorais e poderá sofrer uma ação cível. Agora, se você coloca o seu nome como autor da obra reproduzida você cometerá crime de PLAGIO, tipificado no artigo 184 do Código Penal.5) Copiaram meu texto, e agora?Se você tem um blog, toda e qualquer criação original é de sua propriedade. Se alguém publicou seu texto sem sua autorização, mesmo que tenha dado os créditos (colocado o link e tal) está ferindo direitos autorais.Pouco importa se o site/blog onde o seu texto foi publicado indevidamente está sendo rentabilizado pelo adsense ou de qualquer outra forma, seus direitos foram violados e você poderá exigir a retirada do texto e ainda indenização pelos danos que veio a sofrer.Ainda, mesmo que você tenha autorizado a reprodução de seu texto mas o seu nome não foi citado como autor da obra, você poderá exigir ressarcimento de danos morais derivados de seus direitos autorais violados.Até ai tudo bem, mas como fazer para colocar em prática?Um dos maiores problemas quando se trata em direito autoral na internet é comprovar a contrafação. Como comprovar que o seu artigo foi reproduzido indevidamente? Como comprovar que a autoria de fato é sua? O contrafator pode tirar o texto do ar a qualquer momento e a prova se tornará quase que impossível.É nessa hora que entra em cena a ATA NOTARIAL. É um instrumento muito pouco conhecido entre os advogados mas é muito eficaz para comprovar a contrafação na internet. Neste caso em específico utilizamos a Ata Notarial cujo objeto será a verificação de fatos na rede de comunicação de computadores Internet.Na ata notarial, o tabelião (que tem fé pública) entrará no site/blog citado, narrará todo o ocorrido, aquilo que vir e ler, datará e assinará. Por esta ata então teremos a fixação da data do ocorrido, a existência do arquivo e a publicação indevida. Qual a validade? Bem... qual a validade da escritura pública de sua casa? Bem... é a mesma.Se você foi então vítima de contrafação veja os passos a serem seguidos:

1) Notificar via email o autor da contrafação dando prazo razoável para resposta ou tomada de providências

2) Se não houver resposta, procurar um cartório e fazer uma ata notarial tanto do artigo reproduzido indevidamente (para comprovar a contrafação) como do seu artigo original (para comprovar a sua autoria).

3) Ingressar na Justiça pedindo indenização por danos morais e patrimoniais. Agora o pulo do gato.Não gaste bala da cartucheira com defunto. Se o cara que reproduziu o seu artigo é um zé mané qualquer, não vale a pena fazer a ata notarial, pois esta é paga e não é baratinha. Claro que seu preço depende do Cartório, mas não custará menos que R$ 200,00, POR PÁGINA!
Você corre o risco de pagar uma grana preta com Cartório e não ver a cor da indenização no final.CONCLUSÃO- O texto original postado por um blogueiro ou dono de site é protegido pela lei 9610/98 independentemente de registro ou da maneira com a qual o autor se identifica.- Para reproduzir texto, imagem ou qualquer outra criação intelectual de um blog qualquer é necessária prévia autorização do dono. Não basta citar a fonte ou dar créditos.
- Mesmo que a autorização prévia seja dada, o reprodutor é obrigado a citar a autoria e colocar o link para a postagem original.
- Simples citação não é considerada contrafação (reprodução não autorizada) desde que cite a fonte e a autoria.- Não importa se o blog onde sua obra foi reproduzida indevidamente está sendo rentabilizado ou não. A simples reprodução já presume o dano, o que se chamamos em juridiques in re ipsa.- Para comprovar a autoria do texto e a contrafação a ata notarial é um excelente instrumento, feito por qualquer cartório.- O autor do texto reproduzido indevidamente ou que teve a autoria do seu texto suprimida (não citada) poderá pedir a retirada do texto e ainda indenização por danos morais e materiais.

Texto original : http://doutoraresponde.blogspot.com/2008/07/direitos-autorais-na-producao-em-blogs.html

domingo, 22 de fevereiro de 2009

REGISTRANDO TEXTO

Derneval R.R. Cunha

Em poucas palavras..
Não vou entrar em detalhes sobre a importância de registrar o seu trabalho. Existem várias formas de se demonstrar ser autor de um texto e portanto, ter os seus direitos de autor respeitados. Mas é muito mais simples ter um papel fornecido pela Biblioteca Nacional garantindo que você é o autor. O texto fica lá no RJ, guardado. Não precisa fazer isso. De acordo com a lei 9.610/98 e o artigo 5 da Constituição Federal, você é dono dos direitos morais e patrimoniais de sua obra, etc, etc.. (dá uma lida no http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/humanas/legislacao/autorais/direitos.html ). Mas facilita muito, na hora de comprovar, ter o papelzinho da Biblioteca Nacional. Claro que é um serviço profissional de registro, envolve imprimir seu texto (aceitam manuscrito a caneta, datilografado, impresso na impressora de computador, mimeografado, xerox também só que xerox se apaga sozinha com o tempo).
Para pagar o registro, precisa pagar uma taxa, tem que ir no site da Biblioteca Nacional na Internet, www.bn.br/eda Procura na seção de SERVIÇOS PROFISSIONAIS - ESCRITÓRIO DE DIREITOS AUTORAIS. Quando vc achar a seção que trata do assunto (não, não dá para linkar direto lá), bom, na página tem a relação de gêneros de publicação (se é música, por exemplo, tem uns detalhes, se é desenho ou personagem de história em quadrinhos tem outros detalhes). Caso o que você esteja registrando não seja música (não vou explicar música nem desenho, também quebrei um pouco a cabeça no início) se vira para definir em que categoria seu(s) texto(s) se encaixam. Porquê para pagar a taxa, tem que procurar um link para um site fora da Biblioteca Nacional. Nesse link tem um site com uma interface onde você preenche os seus dados e produz um canhoto que deve ser impresso ou salvo para imprimir em outro lugar (sei lá).
O importante é que no link que você encontra dentro do www.bn.br esse link vai ser o local onde entrando com dados como CPF, nome, etc, você cria on-line o boleto bancário para depositar o valor da taxa no banco. Parecido com o esquema de pagamento da submarino.com. Pagou, faz uma xerox do boleto e guarda. No site www.bn.br/eda, em algum lugar, tem o arquivo forregeaverb.doc que é o REQUERIMENTO PARA REGISTRO OU AVERBAÇÃO. Não me escreva perguntando como se preenche porquê não vou responder ainda por cima vou colocar seu email na lista do Junk mail. No site www.bn.br/eda em algum lugar (tiver dificuldade clica no “mapa do site”) em algum lugar tem texto explicativo. Se não tiver, manda email para eles (demoram um pouco pra responder). Ou tá muito inseguro, paga a viagem de ônibus até um representante oficial da Biblioteca Nacional e pergunta lá pessoalmente.
2- encaderna o materialComo falei acima, você escolhe: são várias categorias de textos para serem registrados. Em qual seu texto se encaixa? Não sei. Usa sua cabeça ou pede ajuda pra um professor. Tem que saber qual categoria pra registrar. É importante saber que em teoria, pode-se reunir vários textos de uma mesma categoria (cuidado, não vai misturar categorias diferentes desenho ou música com crônica) numa só encadernação. Quando é conjunto de textos, o título é um só na hora de preencher a folha de papel do registro. Vê se guarda uma relação com índice do que foi enviado para registro. Assim não precisa ir lá no RJ para saber se você realmente registrou aquilo que você acha que registrou. Tá na dúvida, pergunta pra qualquer pessoa numa faculdade de letras, menos pra mim. De início, isso parece abstrato. Depois de um tempo, a ficha vai caindo. Você vai entender.
Não pode enviar tudo numa sacola.
As folhas de papel não podem ser registradas se ficam soltas, tem que encadernar em espiral ou pasta com aquele grampo segurando as folhas (grampo de plástico e não de metal, importante porquê grampo de metal enferruja). Outra coisa: xerox desbota e as letras desaparecem com o tempo.Pode enviar manuscrito mas não manda aquele texto original manda cópia manuscrita ou escaneia no computador e depois imprime.
EM SUMA:Você deve levar seus textos todos rubricados na ponta das páginas (todas) e na última assinado, dentro de uma pasta. Leve a quantia de 20,00 para ser pago em depósito bancário no Banco do Brasil de seu estado, mas antes é claro, quando for à Biblioteca Nacional, eles vão te dar o numero da conta e um formulário, depois de ser depositado a quantia, em seguida anexar o comprovante ao formulário ( tirar uma Xerox do comprovante e formulário para serem guardados). Depois de feito, voltar a Biblioteca, entregar tudo a recepcionista que lhe dará um comprovante de registro valido por 30 dias, até que chegue o comprovante definitivo da Biblioteca assinado e carimbado. Mesmo com o comprovante temporário de registro, já se poderá começar a comercialização da sua obra. O registro é valido por 80 dias.Caso envie a sua obra para outro país, deverá registrar também em outro órgão.Vá nesse site e veja:WGA (www.wga.org), o poderoso sindicato de autores nos EUA.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

TIPOS DE LICENCIAMENTO(VALE PARA TEXTOS E FOTOS)

A creative commons é uma empresa especializada em licenciamentos e protecção dos direitos de autor, tanto em imagens, textos como media (música, videos, etc). Ela oferece diversos tipos de licenciamentos diferentes, que você poderá inclusivamente utilizar nas suas imagens, videos, músicas ou arquivos, e sempre que alguém o prejudicar com plágio, você terá essa licença para o ajudar.

Licença (by). Segundo a creative commons, esta é uma licença que diz que a utilização da obra é livre, podendo os utilizadores fazer dela uso comercial ou criar obras derivadas a partir da obra original. Essencial é, apenas, que seja dado o devido crédito ao seu autor, que pode ser escrito ou com link.


Licença (by-nc). Segundo a creative commons, de acordo com esta licença o autor permite uma utilização ampla da sua obra, limitada, contudo, pela impossibilidade de se obter através dessa utilização uma vantagem comercial. É também essencial que seja dado o devido crédito ao autor da obra original. Ou seja, pode utilizar, mas nunca com fins comerciais de retirar vantagens monetárias do seu uso.


Licença (by-sa). Segundo a creative commons, é que quando um autor opte pela concessão de tal licença pretende, não só que lhe seja dado crédito pela criação da sua obra, como também que as obras derivadas desta sejam licenciadas nos mesmos termos em que o foi a sua própria obra. Esta licença é muitas vezes comparada com as licenças de software livre. Ou seja, se o código do software é livre, depois de modificado deverá ser livre também, e nunca utilizado com fins comerciais ou vantajosos.

Licença (by-nd). Segundo a creative commons, esta licença permite a redistribuição, comercial ou não-comercial, desde que a sua obra seja utilizada sem alterações e na integra. É também essencial que seja dado o devido crédito ao autor da obra original, que pode ser feito por intermédio de texto ou link. Neste caso há muitos profissionais que pedem que as suas fotografias sejam utilizadas em formato completo, ou seja, mesmo que você recorte um pouco, isso já é considerado modificação e então não cumpre a licença. Cuidado com isso.


Licença (by-nc-nd). Segundo a creative commons, esta é a licença menos permissiva do leque de opções que se oferece ao autor, permitindo apenas a redistribuição. Mediante adopção desta licença, não só não é permitida a realização de um uso comercial, como é inviabilizada a realização de obras derivadas. Dada a sua natureza, esta licença é muitas vezes chamada de licença de “publicidade livre”.
Estas são as diferentes licenças que existem e embora muitas delas não exigam o pedido de permissão expresso ao autor, eu sugiro sempre que o faça. Se pretende utilizar o trabalho de alguém, peça-lhe permissão, que ela será consentida com toda a certeza. Esse foi o erro que eu cometi, e que não volto a cometer.
Dica: Se por ventura encontrar uma imagem ou artigo com a licença “all rights reserved”, isso significa que você não poderá fazer uso da obra sem pedir a permissão ao autor. Isso fui o que eu fiz e é um gravo erro que você não deve cometer. Se quer utilizar a obra, peça sempre a permissão ao autor, primeiro.




NOTA: Excerto retirado do Blogue http://www.fique-rico.com/ do artigo http://www.fique-rico.com/2008/07/18/cuidado-com-as-imagens-que-usa-explicacao-sobre-os-direitos-de-autor/

domingo, 1 de fevereiro de 2009

CUIDADO AO USAR IMAGENS ENCONTRADAS NO GOOGLE

Como deveria ser do conhecimento de todos, as imagens são protegidas pelas mesmas leis e direitos que protegem os textos.
Para melhor informação leia tudo a esse respeito no http://blosque.com/, especificamente no artigo http://blosque.com/2008/07/como-usar-imagens-no-seu-blog-sem-ferir-os-direitos-de-autor-sobre-imagens.html
Procure se informar o tipo de licença usada para cada imagem e veja se pode usá-la livremente em seu post.
As imagens exibidas nos resultados da Busca de Imagens podem ser protegidas por direitos autorais. Os sites não controlam essas imagens nem tem domínio sobre elas, nada garante a você o direito de usá-las.
Se você quiser usar qualquer uma das imagens encontradas através da Busca de Imagem, tente entrar em contato com o proprietário do site para pedir permissão.
Lei 9610/98 determinou em seu artigo 79 que o autor de obra fotografada, ou seja, o FOTÓGRAFO tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo dos direitos do autor sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.
O autor do blogue http://www.fique-rico.com/ escreveu um post bem interessante acerca do assunto neste post: http://www.fique-rico.com/2008/07/18/cuidado-com-as-imagens-que-usa-explicacao-sobre-os-direitos-de-autor/ . O autor deste blog foi notificado por uma fotógrafa do Reino Unido que era detentora de uma imagem usada no citado blogue.
Conclusão: o blogueiro foi penalizado com uma multa de duzentos euros, portanto, amigos, tenham muito cuidado com a utilização de imagens de terceiros. Nunca se esqueçam de conferir o tipo de licenciamento de uma foto, e se a foto estiver liberada para o uso na Internet, façam uso e nada de usar a fotografia sem referência ou referir-se a foto como de autor desconhecido
Fontes:
http://www.bancodaimagem.com.br/
http://blosque.com/
http://www.fique-rico.com/

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PLÁGIO CRIATIVO

Gabriel Perissé
Doutorando em Educação pela FEUSP
perisse@uol.com.br

Escrever é tomar a decisão de descobrir o meu método pessoal para forjar o meu eu em forma de texto.
Clarice Lispector confidenciava: “Tive que descobrir meu método sozinha. [...] Me ocorriam idéias e eu sempre dizia: ‘Tá bem. Amanhã de manhã eu escrevo.’ Sem perceber que, em mim, fundo e forma é uma coisa só. Já vem a frase feita. Enquanto eu deixava ‘para amanhã’, continuava o desespero toda a manhã diante do papel em branco. E a idéia? Não tinha mais. Então resolvi tomar nota de tudo que me ocorria.”
Escrever é assim. Clarice tomou a decisão de tomar nota. Isso se chama trabalho. Trabalho que se traduz em rasgar muito papel, em reescrever muito, em recomeçar várias vezes. Só a ambição de estender aos outros a nossa ponte, a palavra, e através dessa ponte acompanhar os outros na sua solidão e na sua esperança, só esta ambição justifica e intensifica a concentração, a realização de tais e tais tarefas, a leitura sistemática, a consulta ao dicionário, o estudo da gramática, o desenvolvimento de idéias latentes, de imagens, sonhos, frases...
Em Assim falava Zaratustra, escrevia Nietzsche: “Como é agradável ouvir palavras e sons! Não serão as palavras e os sons os arco-íris e as pontes ilusórias entre as coisas eternamente separadas?” — e podemos nós, ousadamente, argumentar que são as palavras o que há de menos ilusório, são os verdadeiros arco-íris e as autênticas pontes impedindo a separação eterna entre as coisas e as pessoas.
E as palavras somos nós, preenchendo esses abismos.
Por mais prosaico que seja o texto que precisamos escrever, por mais objetiva que seja a necessidade de uma carta ou um e-mail, temos de levantar essas pontes com nossas palavras, com nossa personalidade, e fazer delas um caminho vivo para a comunicação interpessoal.
E essa comunicação precisa ser original.
Originalidade é o que se faz novo aos nossos olhos, com novas coerências, novo atrativo. Uma pessoa original é aquela que está sempre nos surpreendendo pelo fato de ser uma pessoa. Uma pessoa original é aquela que traz a marca da evolução contínua, da insatisfação consigo mesma, e da busca de maneiras novas de dizer o que todos já sabiam.
Mas o paradoxal nessa história toda (e até o absurdo, à primeira vista) é que a arte de ser original, e, concretamente, de escrever de maneira original, consiste na capacidade de repetir o que alguém já disse, de renovar o que alguém já pensou, já expressou, e fazê-lo de uma forma reconhecidamente inédita.
Carlos Drummond de Andrade ensinava, ironicamente, que o desenvolvimento da originalidade possui algumas etapas, a primeira das quais é imitar os modelos clássicos, e a última... imitar-se a si mesmo até a morte!
A solução para este aparente beco sem saída é entrar nele, corajosamente, acender uma luz o mais rápido possível, e compreender que, sim, existem saídas — podemos imitar de forma criativa. Podemos ser originais sem a necessidade de apelar para a extravagância. Podemos utilizar o que é alheio com a liberdade de quem tem esse algo como coisa própria.
Antes mesmo de pensar nos modelos clássicos, voltemo-nos para as frases mais corriqueiras, como “a união faz a força”, “estou com a faca e o queijo na mão”, “desisti de dar murro em ponta de faca”, “o tiro saiu pela culatra”, e outras centenas de preciosidades que, bem aquilatadas, são inspiradoras de nossa originalidade.
Não precisamos excluir do nosso horizonte esses clichês, essas expressões comuns, mas temos de apropriarmo-nos deles e reaproveitá-los em outros contextos, em muitos casos apenas alterando uma letra ou uma palavra, para descortinar percepções mais criativas da realidade.
Outro dia, uma menina de 3 anos de idade disse, sem perceber a beleza do que dizia, enquanto pedia ao pai que a ajudasse a abrir uma garrafa: “Pai, vamos misturar nossas forças?!” Mais do que unir, misturar! Ela estava aprofundando e renovando a idéia da união.
Ou se eu digo, por exemplo: alegria de pobre dura muito, estou relativizando o fatalismo de uma vida miserável e ressaltando que a pobreza — entendida num contexto positivo, de desapego das realidades materiais — não precisa identificar-se necessariamente com a infelicidade. Ao contrário! A pobreza pode é ajudar uma pessoa a entender o essencial da vida.
Quando Nelson Rodrigues diz que “o pior cego é aquele que não quer ouvir”, está levando nosso olhar para outros aspectos da questão. A pessoa que não quer ver é o pior cego, como ensina o dito popular, mas é ironicamente verdadeiro também que o cego pior é aquele que, além de cego, recusa-se a ouvir as orientações dos outros!
Mas ainda não entramos em cheio no problema do plágio.
O conceito de plágio é um conceito relativamente novo. Na Idade Média, as “leis da imitação” permitiam e estimulavam a busca de um exemplum, de um modelo do passado que servisse de base para fazer algo de novo com o antigo, mesmo que depois todos pudessem perceber ali, na obra realizada, mais o antigo do que o novo.
Talvez estivesse no bojo dessa mentalidade a idéia da imitatio Christi, que não era simples cópia do comportamento de Cristo, mas uma ascese que implicava na assimilação e na imitação pessoal do modelo da santidade cristã.
O medievalista Jacques le Goff menciona sempre o fato de que, naquela época (cujas trevas são mais nossas do que dela...), os professores e artistas usavam as fontes cristãs e greco-latinas com a liberdade de quem realmente podia apropriar-se, sem falsos escrúpulos, do que lhes parecia inspirador.
Não era, portanto, imitação pura e simples, mas plágio criativo. No século XII, por exemplo, John of Salisbury ensinava explicitamente aos seus alunos que o segredo da filosofia e do escrever bem estava em ler os grandes mestres do passado e redigir como se os estivessem encarnando num novo contexto histórico.
Mais do que meramente copiar, o escritor prestava uma homenagem ao imitado, dizendo, nas entrelinhas, que só o imitava porque nele encontrara um valor... inimitável.
O poeta Décio Valente publicou em 1986 um livro intitulado O plágio, em que faz uma arguta, e por vezes paranóica... identificação de cópias conscientes ou inconscientes, voluntárias ou involuntárias, mal feitas ou magistrais, de pensamentos, versos, poemas inteiros, cópias realizadas por autores conhecidos ou desconhecidos, geniais ou medíocres.
Identifica, por exemplo, uma “semelhança” entre o poema Mãe Preta, de Augusto Linhares, publicado em livro em 1948, e o poema bem mais conhecido de Manuel Bandeira, Irene no céu, escrito provavelmente no final da década de 1920:
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:— Entra, Irene.
Você não precisa pedir licença.


Mãe Preta
Quando Dodora ao Céu chegar, é minha crença,
e ao Chaveiro disser: — Dá licença, meu Santo?
São Pedro, vendo-a, lhe dirá com certo espanto:
— Você, Dodora, não precisa de licença!...

E a porta lhe abrirá paternalmente.
E ela,para de todo ser feliz numa tal hora,
seu cachimbinho acende. Acende-o numa estrela;
mas São Pedro lhe diz: — Não, aqui não, Dodora...

Na verdade, o escritor que procura, desesperadamente, dizer o que antes jamais se disse não conseguirá atingir esse objetivo, mesmo que se isole do mundo, e não leia mais nada, e não converse com mais ninguém. Desconhecer o que já foi feito será a única forma de iludir-se, de pensar que é totalmente original, que nada deve ao passado e... ao presente. Contudo, não conseguirá evitar, afinal, que em seu texto sejam identificáveis o pouco que leu ou ouviu em sua vida e, sem querer querendo, acabou imitando.
Se você quiser ofender um escritor com essa obsessão pela originalidade, diga-lhe que é um plagiador, que aquela passagem no seu texto é muito parecida com o que você leu em outro autor. Estamos às vezes de tal forma obcecados pela idéia de que a originalidade consiste em fazer coisas absolutamente novas, que mal nos damos conta de que também não é nem um pouco original pensar assim, na medida em que muitos pessoas “originais” vivem pensando que são originais!
Eu defendo, porém, o plágio criativo, com o qual “roubamos” da seara alheia (de autores conhecidos ou não) algo que pode tornar o nosso trabalho mais fértil e promissor. Mais ainda: devemos ser tão bons ladrões que ninguém perceba que fizemos com o alheio algo melhor. O plágio criativo perfeito é quando o roubo é seguido de assassinato, e nem precisamos citar a vítima, cuja alma absorvemos e cujo corpo escondemos dentro do nosso próprio texto.
O plágio criativo é uma imitação inteligente de versos e metáforas, de idéias e frases, de resultados e conclusões de outros autores, e, devo esclarecer, esse processo criativo é utilizadíssimo pelos grandes escritores, que são ao mesmo tempo grandes leitores e descobriram o óbvio: nada existe de novo sob o sol... frase que o autor do Eclesiastes deve ter copiado de algum outro escritor.
Mário de Andrade “confessou” ter roubado inúmeras idéias de vários autores (e alguns trechos desses autores, textualmente) ao escrever Macunaíma, uma vez que toda a escrita, para ele, se construía como uma apropriação sem reservas do patrimônio cultural disponível.
T.S. Eliot retomava expressões e versos inteiros de outros escritores, inserindo-os em sua obra, e com eles criou uma poesia das mais originais do século XX e de todos os tempos.
Gilberto Mendonça Telles tem um livro muito interessante sobre como há na produção literária brasileira muitos trechos da (ou alusões à) obra de Camões, consciente ou inconscientemente assimilada pela leitura.
Podemos, claro, falar que tudo isso é reelaboração, paráfrase, (re)invenção e outros procedimentos do que se convencionou chamar “intertextualidade”. Mas eu gosto mesmo é da expressão plágio criativo. Expressão que roubei de alguém... cujo nome esqueci.
Portanto, para sermos originais, façamos o trabalho dos plagiadores! Conheçamos a fundo aquilo que lemos, ou aquilo que já imitamos sem pensar. Roubemos o que é de todos! Ou o que parece ser de um só. Mas dando a esse “roubo” um toque pessoal.
E podemos ir ainda mais longe, sistematizando-nos. Leiamos textos criados pelos profissionais do jornalismo, da crônica, do ensaio, da poesia, do teatro. Colecionemos frases, repitamos mentalmente essas frases, a tal ponto que não saibamos ao certo se são nossas ou de outros. Usemos o que existe de melhor em cada um dos autores que lemos, acrescentando a esse material a nossa personalidade e produzindo algo original... até para nós mesmos.
Estamos, na verdade, falando de administração de influências. E influência é o que flui para dentro de nós, e de nossa fala, e de nossos textos.
Administrar bem as influências exige três atitudes: aceitar as influências inevitáveis, provocar novas influências e selecionar influências especiais.
Aceitar as influências inevitáveis é conseguir olhar com bom-humor aquilo que, vamos dizer assim, inocularam em nós, aquilo que bebemos no leite materno. Aceitar como um fato. Certa vez, perguntaram a João Cabral de Melo Neto se ele tinha medo da morte. Ele respondeu que sim, e que esse medo estava associado às idéias de céu, inferno e purgatório que os irmãos maristas lhe tinham transmitido no tempo do colégio. O entrevistador insistiu: “Não acha tudo isso uma grande ingenuidade?” E o poeta, já naquela altura totalmente cego, respondeu, com um sorriso: “O que é que eu posso fazer? Foi uma influência que recebi na minha infância e que não superei até hoje.”
Não superou e não tinha por que superar. Porque não podemos superar o que é a base das nossas possíveis superações. Há em nós algo de imóvel e de fundamental que recebemos nos primeiros anos de vida. É o chão, o básico, sobre o qual poderemos construir nossa vida, mas do qual não podemos nos separar. Podemos criticar, podemos amaldiçoar, mas aí está, é a nossa influência fundamental, que permaneceu em nós como que “grudada” ao nosso ser, aos nossos genes, à nossa alma.
Nós não começamos do zero. Há uma estrutura inicial que recebemos e com a qual precisamos lidar. Quando olhei para mim, encontrei alguém que já estava ali! Alguém que, antes de mais nada, recebeu um corpo, ou melhor, que é um corpo; alguém que descobre em si mesmo uma série de inclinações temperamentais, e que logo, desde os primeiros meses, recebeu uma formação inicial, proveniente do ambiente familiar.
Esse alguém sou eu, e com esse eu... tenho que começar a conviver conscientemente, construtivamente.
As primeiras pessoas com quem nos relacionamos foram as primeiras a nos influenciar, e essa influência já representa um forte “ingrediente” a atuar em nossa vida. Mas há outros! A casa ou as casas em que morávamos, e a vizinhança, e a classe social em que nossa família foi incluída pelos economistas e especialistas em estatísticas; a região geográfica em que nascemos, em que aprendemos a andar, e, de modo extremamente relevante para nós, a língua com que tivemos o primeiro contato e na qual nossa mente encontrou, encontra, encontrará sempre os elementos (e os “alimentos”) necessários para desenvolver-se semanticamente, sintaticamente, com todas as limitações e alcances que cada idioma possui.
O idioma materno — não à toa utilizamos esse adjetivo — gera o nosso modo de falar, gera o nosso modo de entender o mundo e falar de nós mesmos, e entender a nós mesmos. Nele estão nossas raízes. Dele nos alimentamos. O poeta espanhol Juan Ramón Jiménez referia-se não apenas ao idioma materno, mas ao “español de mi madre”, porque aprendemos a ler e escrever desde o berço, desde os primeiros diálogos com a mãe, com o pai, com os parentes mais próximos.
Por mais idiomas que uma pessoa domine, nunca deixará de ter uma única língua, a língua que lhe foi ensinada pelos primeiros professores, os pais; língua que lhe permite aprender as outras! A língua materna, cujos sons, pele e perfumes são únicos e intraduzíveis, são a referência, eis a primeira grande influência que recebemos. Um idioma não apenas diz o que diz... mas é a melhor forma com que eu posso dizer o que sinto, o que sei, o que sou. Ou, como brincava Nelson Rodrigues — “eu sou monogâmico: só sei a minha língua.” Na realidade, só podemos saber a fundo, para valer, uma única língua. A nossa. E só nos sabemos nós mesmos mediante essa língua, mergulhando nessa língua.
Na língua materna estamos livres e presos. São as nossas asas, das quais não podemos nos livrar e só com as quais podemos voar. Na língua materna as palavras têm os sons que nos fazem entender mais profundamente o que está sendo dito. Sonhamos no idioma materno. Amamos no idioma materno. Morremos no idioma materno.
O filósofo Martin Heidegger, atentíssimo à questão da linguagem, explicava que o idioma é o ser, a casa do ser, e que, para ele, as coisas respondiam ao nosso chamado, como se fossem animais ou pessoas reconhecendo o uso do nome certo. Por isso a necessidade de mergulharmos em nosso idioma para podermos reconhecer a realidade circundante, e, assim, poder estudar uma ciência, escrever um poema e, prosaicamente, pedir, por exemplo, à mesa, que alguém nos aproxime uma travessa de salada ou a jarra de vinho.
O idioma é a carteira de identidade de uma pessoa. E quem escreve precisa tomar consciência de que nós somos aquilo que falamos-lemos-escrevemos e que toda a nossa vida consiste em aprender o nosso idioma, apaixonar-se por ele, respeitá-lo, ter com ele intimidade autêntica, para, nele, enxergar a realidade com mais clareza, comunicarmo-nos com os outros, expressar nossas idéias e perplexidades, nossas alegrias e dores, “morar” e “viajar” neste mundo com pleno direito.
Neste ponto, é inevitável referirmo-nos ao dicionário, aquisição necessária para quem vive de palavras, para quem lida com palavras, para quem ama as palavras.
O dicionário é pai dos inteligentes, daqueles que sabem que cada palavra tem a sua abrangência, o seu matiz, a sua personalidade. Uma porta aberta não é a mesma porta que está escancarada. Um homem hirsuto não é exatamente um homem zangado. Até aquela flor que denominamos bem-me-quer diferencia-se de si mesma quando a chamamos, também legitimamente, de malmequer...
O dicionário é fonte de inspiração, reflexão e ampliação da nossa consciência dentro desse “país” lingüístico, cujas fronteiras estão nas almas mais do que nos mapas.
O pensador Ralph Emerson afirmava que nenhum dicionário é ruim. Todos trazem a matéria-prima dos poemas e histórias que serão escritos. Nesse reino democrático das palavras (a única hierarquia é a ordem alfabética), mergulhamos como sedentos pescadores de conceitos e sentimentos que foram designados em nossa língua materna.
Em nossa língua, como em cada língua em particular, vamos perceber novas possibilidades bem próprias de exprimir-nos, como o curioso uso elogioso do palavrão filho-da-puta, uma recente conquista que muitos de nós já incorporarmos. Pois é. Em alguns casos, filho-da-puta é um elogio, verdadeiro paradoxo que faz pensar: “O filho-da-puta não estudou o ano inteiro e mesmo assim passou no Vestibular!”
Conhecer o nosso idioma é uma responsabilidade. Um ato de verdadeira cidadania. E de crescimento cultural e pessoal. Temos a responsabilidade de aceitar, aceitar é pouco — temos a responsabilidade de tocar e degustar o idioma em que surgimos a fim de criar um “idioma pessoal”, toque e degustação que se materializam em colocar “a mão na massa” para vencer a distância entre o que devemos ou queremos escrever (a carta, o romance, a redação, o diário, o testamento, a crônica, o relatório, a monografia, o relato de uma viagem, a autobiografia etc.) e o próprio idioma nacional.
Pôr a mão na massa consiste em familiarizar-se com a linguagem, com as palavras, com os significados e sentidos das palavras. A “massa” do escultor é o mármore, o bronze, o barro. A “massa” do pintor são as cores. A “massa” de um músico são os sons do seu instrumento. A “massa” do dançarino é o seu próprio corpo. A “massa” de quem escreve é a linguagem, as muitas palavras que estão no dicionário, e as que não estão ainda, ou dele deixaram de constar por algum motivo.
A palavra não cria as coisas do nada. Mas retira, sim, as coisas da sombra, do esquecimento, do exílio, ou do passado, ou do futuro. As palavras são embaixadoras da realidade. Trazem todo o universo para sentar-se ao nosso lado. Trazem reinos, aves exóticas, peixes monstruosos, estrelas do céu, flores de aromas impensáveis, anjos, demônios. Falamos a palavra, e o universo responde ao chamado, e os mortos ressuscitam, e nós nos iluminamos.
Devemos aceitar e abraçar o nosso idioma como um náufrago se abraça a um pedaço de madeira salvadora... Não, a imagem é ruim. Poderia parecer que o idioma é uma simples tábua de salvação, que abandonaremos tão logo apareça coisa melhor e mais segura, de preferência um belo navio em direção às ilhas gregas!
Devemos abraçar nosso idioma como a uma realidade pessoal e transpessoal, em que estão “arquivadas” as experiências e concepções de nossos antepassados. Em que estão nossos próprios antepassados. Pois são eles que nos influenciam. Pois foram eles que criaram coletivamente o idioma em que aprendi a falar “mamãe”, “agora”, “não quero”. Nós somos o que disseram antes de nós, o que está “gravado”, coletivamente memorizado nos provérbios, nas frases cheias de sabedoria, nos contos populares, no folclore, na literatura, nos textos todos, jurídicos, religiosos, burocráticos, científicos, históricos etc. Aí estão as nossas verdades... e as mentiras nossas.
Uma vez que o idioma é uma realidade inevitável em nós, pois dele precisamos e nele, desde os primeiros momentos de vida, começamos a forjar nossa maneira de dizer e desdizer tudo, cabe-nos a tarefa de incorporá-lo livremente. Ou seremos exilados em nossa própria terra!
Mas à medida que vamos tomando consciência de nossa realidade, descobrimos de imediato uma lei da vida, que o filósofo espanhol Julián Marías expressa da maneira mais simples e objetiva possível: “A vida faz-se para frente.”
Isto significa que estamos instalados no tempo, numa realidade que flui. De repente, o chão se torna trampolim. Eu posso projetar-me para o futuro. Provocar novas influências, permitindo-me experiências que vão enriquecer (ou não) minha maneira de ser.
Para quem escreve, a experiência por excelência é a da leitura.
Sim, sem dúvida, quem sou eu para negar que a experiência da vida é que é fundamental? Primeiro viver, depois ler! Mas na leitura meditada é possível realizar descobertas que a vida, em sua fluidez, nem sempre nos permite experimentar. Na leitura é possível enriquecer nossa bagagem intelectual e moral com uma prática reflexiva, com um atinado conhecimento do mundo, de nós mesmos e dos outros que nem sempre encontra suficiente espaço e tempo em nosso dia-a-dia concreto.
Devemos observar, porém, que esse diálogo com bons livros e bons autores, que poderia restringir-se a uma experiência solitária, particular e passageira, que poderia restringir-se a uma experiência fechada num “mundo de papel”, como diz o crítico de arte Benedito Nunes, amplia-se quando “voltamos”, renovando nossa visão do mundo real, ajudando-nos a redescobri-lo, a senti-lo e pensá-lo de uma forma menos rotineira e ilusória. A “mentira” do papel transfigura a verdade do mundo, tornando-a mais verdadeira.
Borges, um apaixonado incondicional da leitura, disse numa conferência, em 1978: “Se lemos um livro antigo é como se estivéssemos lendo durante todo o tempo que passou desde o dia em que esse livro foi escrito até o nosso momento presente.” Uma longa e intensa experiência! Ler, neste caso, é ganhar tempo, ganhar séculos de experiência, de vivência, de sabedoria. Um século se lemos Tolstoi, quatro séculos se lemos Shakespeare, vinte e um séculos se lemos Platão, e tudo isso em alguns meses.
Uma experiência intensa em virtude da qualidade dos textos, da sua relevância incontestável.
A leitura é, portanto, um tipo de influência que podemos (e devemos) provocar em nossa vida. Uma influência que recebemos de modo “seguro”, uma influência que recebemos na privacidade de quatro paredes, no silêncio de uma biblioteca, provavelmente sentados, sem derramamento de sangue, sem gastos econômicos excessivos. Mas, afinal, uma influência decisiva para o nosso aperfeiçoamento como pessoas, como seres pensantes, e como produtores eficazes de textos. Experiência perigosíssima... para a nossa mediocridade. Perigosíssima... para a nossa imaturidade existencial.
E vale a pena correr esse risco, para crescer, para tornar-se uma pessoa culturalmente, humanamente representativa.
Trata-se de uma influência que se recebe de modo voluntário e inesquecível.
O escritor Carlos Heitor Cony, por exemplo, tem um estilo agradável, tem uma conversa agradável, tem uma forma de ver o mundo agradável (mesmo que emita opiniões com as quais você ou eu não concordemos) porque leu grandes autores: Flaubert, Eça de Queirós, Balzac, Zola, Lima Barreto... Porque se predispôs a receber as palavras desses mestres, a conviver com eles, a receber de peito aberto influências deles, a dialogar com eles, a reutilizar suas palavras. Cony disse numa entrevista: “Condenei-me à leitura desde cedo, e o primeiro livro que me impressionou, que me deu vontade de tê-lo escrito, foi Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida. Releio sempre, e sempre com prazer. Minha obra está toda marcada por ele.”
O plágio criativo, uma realidade literária. Uma necessidade, acrescentaria eu.
É extremamente conhecida aquela passagem inicial do primeiro poema do primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade: “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”
Passagem que marcou e inspirou pelo menos outros três poetas.
O poeta Torquato Neto: “Quando eu nasci / um anjo louco muito louco / veio ler a minha mão / não era um anjo barroco / era um anjo muito louco, torto / com asas de avião / eis que esse anjo me disse / apertando a minha mão / com um sorriso entre dentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes.”
O poeta Chico Buarque de Holanda: “Quando nasci veio um anjo safado / O chato dum querubim / E decretou que eu tava predestinado / A ser errado assim / Já de saída a minha estrada entortou / Mas vou até o fim.”
E a poeta Adélia Prado, no primeiro poema do seu primeiro livro: “Quando nasci um anjo esbelto, / Desses que tocam trombeta, anunciou: / Vai carregar bandeira. / Cargo muito pesado pra mulher, / Esta espécie ainda envergonhada.”
E o que há de comum em todos eles, incluindo Drummond?
Que, sabendo ou não (ou sabendo com maior ou menor consciência), estão todos plagiando criativamente (inquirindo, transgredindo, relendo) a Anunciação descrita no início do Evangelho de São Lucas — um anjo, um arcanjo, desses que vivem na luz, disse a Maria: “Ave, gratia plena!” —, com a boa notícia da Redenção, uma cena que, por incrível que pareça, é também ela mais um plágio criativo, uma recriação (e uma contestação) da anunciação tentadora do anjo-serpente (desses que vivem rastejando...). No início dos tempos, este anjo de falsa luz procurou a primeira mulher, Eva, a mãe de todos os viventes, e lhe sussurrou: “Salve, Eva... E como és bela, cheia de graça! Porém mais bela e graciosa serás quando teus olhos enfim se abrirem! Tu serás como Deus... caso tenhas a coragem de desobedecer ao Deus invejoso, ao Deus que não quer que evoluas!” Interpretação que os antigos teólogos corroboram, afirmando que “Ave fit ex Eva”, ou seja, que a saudação latina Ave provém do nome Eva, deliberada inversão de letras para provar que a história da humanidade recomeçava naquele segundo momento, na pequena cidade de Nazaré.
A cultura literária é uma das melhores influências que podemos provocar em nós mesmos, e praticamente a única se quisermos escrever com mais segurança, com mais agudeza. Cultura é cultivo, é cultivar-nos, é receber de bom grado e desenvolver em nós o que outras pessoas já pensaram, já disseram, já escreveram. A formação cultural é a condição para desenvolvermos nossos talentos adormecidos, nossas inclinações ainda mal conhecidas, nossos raciocínios ainda esboçados, nossa criatividade talvez um pouco tímida, nossa originalidade necessitando crescer em intensidade.
Cultura é conhecer os cardápios e repertórios disponíveis no horizonte das produções musicais, pictóricas, cinematográficas etc. Um ouvido educado sabe apreciar os sons que instrumentos diferentes produzem, e distingui-los dentro de uma composição musical: o som de um oboé, de um trompete, de um clarinete. E um olfato educado sabe avaliar múltiplos perfumes, e um paladar educado está preparado para saborear os mais bizarros gostos, e uma visão educada sabe discernir diversos estilos da pintura, enfim, são todas essas conquistas sensoriais verdadeiras conquistas culturais de quem se deixa influenciar por bons perfumes, bons pratos, bons quadros, e, indo mais além, procura pessoas que lhe abram novas trilhas intelectuais, ensinando-lhe sobre temas tão díspares como a arquitetura judaica e o golfe, sobre o cinema indiano e a história dos persas.
Um leitor treinado, cujos olhos foram educados para ler o que há de melhor, forma seu senso crítico, sua capacidade de pensar o mundo, e, sobretudo, em termos práticos, qualifica-se para escrever melhor, para escrever textos que valham a pena ser lidos do ponto de vista da forma e do conteúdo, e que dêem, afinal, a necessária continuidade à tradição cultural de que se beneficiou.
De que se beneficiou e que agora constituirá fonte de elementos para o jogo do estilo, em que as citações ocultas, as referências cruzadas e o reaproveitamento inteligente são regras aceitas com toda a naturalidade.
As regras do plágio criativo. Que estão muito claras para os grandes escritores, todos eles cientes e conscientes daquele dogma que o crítico norte-americano Harold Bloom soube consignar numa frase contundente: “A grande escrita é sempre reescrita”, e que podemos colocar ao lado de outra frase, da autoria de Salvador Dalí: “De quien no quiere imitar a nadie, no sale nada.”
Neste ponto vale a pena recordar um exercício literário aberto de plágio criativo que o já falecido Osman Lins propôs, entre 1960 e 1970, a outros importantes nomes da nossa literatura. Tratava-se de escrever novas versões ao conto Missa do Galo, de Machado de Assis. O desafio foi lançado e o livro, publicado. Escreveram, entusiasmados pela proposta, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Autran Dourado, Antonio Callado, Julieta de Godoy Ladeira, e o próprio Osman Lins, que explicou no prefácio a gênese de tudo:
Em 1964, eu Julieta de Godoy Ladeira combinamos escrever, cada um a seu modo, novas versões de um conto de Machado de Assis, considerado por todos autêntica obra-prima e cuja poesia, com o passar dos anos, parece intensificar-se: Missa do Galo. Havia exemplos semelhantes na pintura e na música: artistas retomando um tema já realizado por antecessores e desenvolvendo-o a seu modo. Também em literatura, são conhecidas, por exemplo, as inúmeras versões dos dramas gregos que, inspirados em Homero, chegam até os nossos dias, espelhando, sem perda da identidade, a visão e o modo de operar de escritores muito distanciados entre si no espaço e no tempo. Mas o que eu planejava era algo diferente. Imaginava um certo número de ficcionistas, cada um deles aceitando o desafio de refazer, com maior ou menor aproximação, o texto machadiano, que sabíamos insuperável.

(*)

Este é o plágio criativo explícito, que nas mãos de artistas da palavra gerou outras pequenas seis obras-primas, todas devedoras ao original, talvez um pouco ansiosas, mas ao mesmo tempo gratas ao texto mais forte, o de Machado. Devedoras (quase escrevi... devoradoras) como todos os textos o são, mas que nem sempre pagam ao modelo, ou aos modelos, o mesmo tributo. Em outras palavras, todos dependemos daquilo que foi escrito (especialmente do que foi bem escrito) e todos, mal ou bem, copiamos e recopiamos o que outros, mais brilhantes do que nós, ou mais lúcidos do que nós, ou mais engenhosos do que nós, já escreveram.
Mas nada de sentimentos de inferioridade! A diferença fundamental entre o que se fez e o que fazemos reside no resultado final. Se há no que escrevemos talento ou não, investimento pessoal nosso ou não.
E, só para arrematar melhor a idéia do tributo, quando plagiamos um grande escritor... não o estamos roubando mas pagando o justo preço da homenagem, porque o grande escritor sempre será grande, e o máximo que pode acontecer é que sejamos maiores do que, originariamente, estávamos destinados a ser antes de imitar um mestre.
Esta é, portanto, uma segunda maneira de administrar influências: provocarmos novas experiências, notadamente de caráter literário, impulsionados pela curiosidade intelectual, dialogando com o que já se escreveu, espelhando-nos nas descobertas verbais alheias, reutilizando-as com maior ou menor maestria, tendo insights que vão dos simples trocadilhos à criação de frases dignas de constar de um livro de citações.
Mas ainda há um terceiro tipo de influências a serem administradas, influências que poderíamos designar como influências-limite, e que extrapolam as naturais e culturais. São influências pelas quais optamos e que modificam radicalmente o rumo de nossas vidas. Influências decisivas, que “abalam” nosso modo de ser, e que só podemos chamar influências na medida em que as abraçamos com a plena liberdade de quem redescobriu seu destino. Influências pelas quais optamos, ainda que num quadro de fatalidades, ainda que sofrendo experiências involuntárias ou até indesejáveis.

NOTA DO BLOGUE: Esse texto é bem maior do que está editado para o post. Caso queira lê-lo integralmente acesse: http://www.hottopos.com/videtur18/gabriel.htm

sábado, 3 de janeiro de 2009

Como Fazer um Combo Básico para Proteger seu Blog

Arthas Menethil (Imagem Encontrada numa pesquisa do Google Images)


Hello.
I'm back from the deeps, i'm back from the Niffelheim, and now, i can fight in the name of my people.
I'm Kaledfwich Icerage, but, you can call-me Lord Icerage.

Com o convite do exterminador, venho aqui ensinar-lhes como proteger os seus textos e imagens, através de procedimentos básicos que envolvem não menos que uns 5 ou 10 minutos.

O primeiro passo que lhes ensinarei é como travar o botão direito do mouse de seus visitantes.

1 - Vá até o Layout do Seu blog.
2 - Clique em Adicionar um Gadget, em qualquer lugar do Template, pois esse código não aparecerá.
3 - Adicione um HTML/Javascript de terceiros através do sinal "+" que sucede o nome.
4 - Cole o código que aparece aqui (Copiar da caixa de texto) no campo de texto de seu Gadget: http://www.templatesbymaximus.blogger.com.br/travabotaodireito.html
5 - Adicione o Gadget e não esqueça de deixá-lo sem o título.



Fonte do script: http://www.brumaximus.blogger.com.br/



O segundo passo é quase idêntico ao primeiro, com a diferença de que, dessa vez, você impedirá a seleção de texto em seu Blog, para usuários do Internet Explorer 6.0, 6.5.

1 - Vá até o Layout do Seu blog.
2 - Clique em Adicionar um Gadget, em qualquer lugar do Template, pois esse código não aparecerá.
3 - Adicione um HTML/Javascript de terceiros através do sinal "+" que sucede o nome.
4 - Cole o código que aparece aqui (Copiar da caixa de texto) no campo de texto de seu Gadget: http://dicasparablogs.blogspot.com/2008/01/impedir-selecao-de-texto-e-imagens.html

5 - Adicione o Gadget e não esqueça de deixá-lo sem o título.

Fonte do Script: http://dicasparablogs.blogspot.com


O Terceiro Passo e último deste tutorial não é diferente dos anteriores, a não ser pelo fato de que este script é mais eficaz, e funciona até mesmo no FireFox, Google Chrome e Internet Explorer 7.0


1 - Vá até o Layout do Seu blog.
2 - Clique em Adicionar um Gadget, em qualquer lugar do Template, pois esse código não aparecerá.
3 - Adicione um HTML/Javascript de terceiros através do sinal "+" que sucede o nome.
4 - Cole o código que aparece aqui (Copiar da caixa de texto) no campo de texto de seu Gadget: http://www.blogwindows.org/2008/11/bloquear-selecao-de-texto.html
5 - Adicione o Gadget e não esqueça de deixá-lo sem o título.

Fonte do Script: http://www.blogwindows.org/


Observação: Caso os Scripts entrem em confronto e não funcionem os três em seu blog, recomendo a utilização do terceiro passo apenas, pois ela se torna a mais eficaz.

CRIMES NA INTERNET




Crimes na internet rendem mais que tráfico de drogas no Brasil, diz PF
em 21/05/2008 as 09:13:25
Grandes criminosos do país estão trocando armas por teclados de computador. Os crimes mais rentáveis do Brasil estão hoje no campo virtual e os lucros são mais altos que os obtidos no narcotráfico, segundo a Abeat (Associação Brasileira de Especialistas em Alta Tecnologia) e a PF (Polícia Federal). Sem legislação própria, condutas ilícitas na internet estão atraindo quadrilhas que antes atuavam em crimes como roubo a bancos e tráfico de drogas, segundo a PF.
Embora não haja números específicos sobre tendência, a PF e a Abeat, que se reuniram nesta terça-feira (20) no Rio para discutir o tema, se baseiam no aumento de investigações e no volume de documentos virtuais. Só as operações Hurricane (furacão) e Navalha, da PF, geraram dados com cerca de 28 mil Gbytes, enquanto a média é de menos de 1.000 Gbytes por investigação, segundo dados da PF.
Em todo o país, há hoje 140 peritos que investigam crimes na internet. Há pouco mais de dez anos, existia apenas um, de acordo com a Abeat. Só este ano, segundo a PF, os investigadores produziram 2.820 laudos de crimes com base em informações descobertas em correios eletrônicos, imagens, registros de impressão, arquivos, pendrives e discos rígidos de computadores.
"A tendência é esses crimes aumentarem, por causa das novas formas de tecnologia e a falta de legislação", afirma o perito Paulo Quitiliano, presidente da Abeat e coordenador-geral da Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, que terá sua quinta edição em setembro no Rio. "Quadrilhas tradicionais têm migrado suas operações para a internet. Mas eles imaginam, de forma errônea, que estão no anonimato".
Instrumento
No Rio, traficantes de drogas de favelas já fazem uso de vários recursos de informática para manter atividades ilícitas, segundo o perito Luiz Carlos Serpa, da superintendência da PF no Rio. "Mesmo traficantes com aparências mais simplórias fazem uso desses meios, para compartilhar informações entre os membros das quadrilhas", afirmou.
Atualmente, porém, o crime mais rentável na internet no Brasil são os golpes praticados contra correntistas de bancos, segundo Quitiliano. O golpe consiste em roubar dados e a senha de clientes de bancos por meio de falsos emails.
"O sistema financeiro [como sites de bancos] é muito seguro, mas não 100% seguro, então os criminosos vão atacar os pontos fracos desse sistema, que são os correntistas", disse. Além desses golpes, aparecem nas investigações dos peritos da PF condutas como exploração sexual, prostituição e tráfico de informação.
Contrabando
Atualmente, a PF inicia investigação sobre a venda de produtos contrabandeados por sites brasileiros, afirmou o diretor técnico-científico da PF, o perito Paulo Roberto Fagundes. "O problema é que os sites de venda de produtos contrabandeados, porém não ilícitos, são enquadrados como crime de descaminho. Já os produtos ilícitos são difíceis de monitorar porque esses criminosos normalmente hospedam informações no que chamamos de paraísos cibernéticos, que são áreas sem dados e senhas".
Embora reconheça haver ainda poucos investigadores específicos dos crimes "cibernéticos", Fagundes disse acreditar que a aprovação de uma legislação própria consiga conter a expansão desses crimes. Atualmente, o projeto de lei para condutas ilícitas na internet tramita no Senado Federal, sem previsão de ser votado.
"Dizem que o Estado quer invadir a vida das pessoas, mas se o Estado não tem as garantias mínimas para investigar, não temos condição de proteger totalmente a população", disse Fagundes.
Para não se tornar vítima de golpe na internet, clientes de banco devem atualizar constantemente programas de antivírus e evitar abrir mensagens de correio eletrônico indesejadas ou os chamados spams, aconselhou Quintilliano.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

COMO USAR O COPYSCAPE, RETIRAR FEEDS E INCLUIR SCRIPT ANTI-CÓPIA.

1- O plágio na blogosfera tem sido uma constante. Resolvi hoje ensinar a todos que freqüentam este espaço a resolver parcialmente este problema de forma simples e eficaz.Aqui vão minhas dicas:

A – Use sempre o programa copyscape.:

OBS: inserir o link do teu blogue no programa abaixo. Caso haja plágio, aparecerá link(ou links acusando a fraude).
http://www.copyscape.com/

B- Retire os feeds.

C- USE SCRIPT ANTI-CÓPIA
.

1.1- Não adianta de nada teres o script anti-cópia mais poderoso se os feeds estão abertos. Como retirá-los?

1 – CLIQUE EM PERSONALIZAR.
2 – VÁ PARA CONFIGURAÇÕES.
3 – CLICAR EM SITE FEED. Onde está escrito Permitir feeds do blog há 3 opções: Nenhum, sinopse, completa. Marque a opção nenhum. Salve esta opção
Pronto. Teus feeds foram retirados e ninguém conseguirá plagiar-te através desta modalidade.

1.2- O uso do script anti-cópia.

A – clicar em painel.
B – vá para layout.
C - clique em adicionar um Gadgt.
D – clicar em HTML SCRIPT.(não clique aonde está escrito por blogger e sim no símbolo +.
E – gere o código clicando no link abaixo:

http://www.zonemasters.com.br/anti_copia.html
F - inserir o código gerado.


OBSERVAÇÃO: NÃO SEI SE O USO DESSE SCRIPT SERVE PARA O MODELO ANTIGO DE TEMPLATE, MAS É MUITO BEM ACEITO NO NOVO MODELO.

O código foi retirado deste blogue:
http://www.zonemasters.com.br/
Espero ter ajudado.
Feliz 2009 para todos!

Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço
.



O Exterminador.



PS : Só me procure para resolver caso de plágio se tiveres certeza do que queres. Eu não faço mediação: parto para o ataque! E tenho dito.

PLÁGIO 2009

CASO RESOLVIDO.

POST EDITADO.

domingo, 21 de dezembro de 2008

PLÁGIO É CRIME

10 de maio de 2006 - A incidência de plágio em trabalhos de graduação e pós-graduação, como demonstrado na matéria recente de A GAZETA, expõe um lado do problema e nos direciona para a necessidade de discutir de forma mais séria a questão, envolvendo profissionais da educação e também o poder público no combate á chamada "cultura de cópia", antes que se torne efetivamente caso de polícia.
Plagiar é usurpar, roubar a essência criativa de uma obra. No plágio de uma obra, em alguns casos, os plagiadores, desde que não descobertos, terão o aproveitamento econômico do crime. Já em outros, como os estudantes, também se não descobertos, poderão ter o seu aproveitamento material, ou seja, a nota pretendida. No entanto, esquecem do que deveria ser, verdadeiramente, importante nesse processo: a criação de espírito, a informação e o conhecimento por trás do simples ato de "pensar".
Além de ser crime, o plagiador está se negando a pensar. O reflexo disso no futuro será uma sociedade sem cultura, sem personalidade e sem capacidade de promover sua inteligência. E hoje, não se pode mais contestar que o progresso cultural, intimamente ligado ao progresso econômico, representa um "meio eficaz no objetivo principal dos direitos humanos", ou seja, a manutenção da paz e da segurança internacional.
A Constituição Federal Brasilera ampara a propriedade intelectual como direito fundamental, garantindo tanto o interesse privado dos autores e criadores quanto o direito social na preservação da memória e da cultura do povo e na transfência de conhecimento para gerar desenvolvimento.
As "felicidades tecnológicas" não podem servir como desculpas para os atos praticados. A falha é de caráter, de esclarecimento e até de educação, no sentido próprio da palavra. O tema precisa ser debatido abertamente pelas instituições, educadores e principalmente pelos pais na condução e acompanhamento de seus filhos, objetivando um futuro mais digno.
Não há dúvida que a Internet seja um meio eficcaz de comunicação e uma ferramente inevitável na sociedade atual. Mas, da mesma forma que pode auxiliar na complementação do ensino, como entretenimento ou no exercício da cidadania, também pode ser usada de forma errada - por exemplo, nos casos de pedofilia, apologia à prática de crimes de racismo, preconceito, roubo e até de violação autoral, como o plágio e o de cópias reprográficas, proliferadas nas instituições de ensino brasileiro.
Vale lembrar ainda que o plagiador encontra punição com base no Código Penal, com penas que podem chegar a 4 anos de reclusão, por violação ao direito autoral. Ao plagiador também pode ser imputado o crime de falsidade ideológica.
O reflexo da continuidade da prática da cópia nos trabalhos escolares, como já constatado por educadores, é a "deformação na formação educacional e intelectual de alunos, professores e demais profissionais da área e a diluição ética do que é e do que não é ilícito fazer".
AUTORIA: Artigo publicado em A Gazeta - ES em 09/05/2006 .

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

MAIS UM CASO RESOLVIDO

Enviei todo o processo por e-mail aos linkados para dar a todos o acompanhamento do caso de plágio ao conto do nosso amigo Roderick. Caso alguém não queira mais receber os e-mails é só avisar. Hoje mesmo recebi um pedido para que seu endereço fosse retirado da lista, e assim o fiz.Desta feita retirei outros também que não costumam manisfestar-se com relação a nossa causa.
Obrigado a todos que de alguma forma contribuíram manifestando-se no blogue da última plagiadora e que retornaram meus e-mails.

Cumprimentos, beijos e abraços.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mudança de endereço eletrônico

O endereço de nosso blogue mudou para:

http://oesquadraoantiplagio.blogspot.com/

Plágio - a eterna batalha online

Começou a Temporada de caça às bruxas. Ok, na verdade, plagiadores e não bruxas. De qualquer maneira, quando um blog começa a crescer, mais cedo ou mais tarde ele será invariavelmente plagiado. É só perguntar ao Jonny Ken - que já tá quase acostumado a ser plagiado. Evitar plágios não é nada fácil, então o jeito é atacar plagiadores. Eis algumas dicas de como conseguir isto:
O site Copyscape procura por sites que possuem conteúdo igual ou próximo ao conteúdo do seu site. É só digitar seu endereço e fazer a busca. O site irá retornar links de sites que copiaram na íntegra artigos seus. Outro jeito eficiente é procurar por frases inteiras porém pequenas de algum artigo seu no Google, procurando a frase entre áspas.
Em menos de 10 minutos, encontrei pelo menos dois sites que copiaram o conteúdo na íntegra e não colocaram link para o original no Digital Paper ou sequer menção de quem escreveu o código.
Pessoal, existe algo chamado lei de direitos a obras intelectuais. A lei Nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998, Título II, Capítulo II (Da Autoria das Obras Intelectuais)Artigo 11 prevê que “Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica”. Plágio é crime previsto em lei.
Agora, por que plágio é um problema na internet? Por que deveremos nos dar ao luxo de se importar?
Imagine isto: você gastou inúmeras horas do seu dia criando aquele mega-post no seu blog. Um post exclusivo atrairá visitas para seu blog, com certeza. Afim de pelo menos ter dinheiro pra pagar a hospedagem (ou como incentivo a continuar escrevendo), você joga um Google AdSense ou Buscapé no seu site. E como seu conteúdo é exclusivo, o Google vê você com olhos melhores e aumenta seu ranking no mecanismo de busca (conteúdo duplicado gera menos ranking para todos os blogs - o original e o que copiou). Logo, mais visitas ainda!
Tempos depois, aparece alguém que copia seu artigo e cola em seu próprio blog…sem sequer mencionar daonde ele tirou este artigo ou pior ainda: assumir a autoria do artigo que VOCÊ criou. E ainda por cima, a pessoa joga um AdSense e Buscapé no seu próprio site…ELA ESTÁ GANHANDO DINHEIRO COM ALGO QUE VOCÊ CRIOU e não lhe dando o mínimo de crédito.

Fui plagiado, e agora?
Mande um e-mail ou comentário para a pessoa informando-a de que ela está utilizando de material protegido por lei (propriedade intelectual). Evite ao máximo utilizar-se de baixo calão XINGÁ-LA, etc.). Seja educado. Diga que a pessoa têm 48 horas para retirar o conteúdo.
Passou das 48h? Mande outro e-mail lembrando-a de que o material no site dela é protegido por direitos autorais e plagiar o mesmo é crime. Lhe dê mais 24 horas.
Três dias e nada? Vamos lá tomar medidas drásticas. Primeiramente: a pessoa têm anúncios do Google? Se sim, saiba que o AdSense condena o plágio através da adoção da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA, Digital Millennium Copyright Act). Para notificar ao Google de infração de direitos, acesse esse link e siga as instruções (em português). Enquanto isto, vamos entrar em contato com a hospedagem do site em questão.
Como saber onde o site está hospedado? Se o site for um domínio próprio ou que termine com .com.br (por exemplo, o Digital Paper), .com, .net ou qualquer outra coisa que não seja um endereço do tipo http://blog.blogger.com, blog.wordpress.com, etc, vá ao site Who.is e digite o endereço do site do plagiador. Faça uma busca e procure pelo campo “Name server”, “nameserver”, “nserver” ou similares que seja parecido como “ns1.exemplo.com” ou “nsX.exemplo.com” (onde X é um número qualquer). No caso do Digital Paper, você encontraria ns1.valente.powersites.com.br. Retirando o “ns1″ e o “valente” (neste caso), tente acessar o restante do endereço - powersites.com.br (neste exemplo). Pronto: você sabe quem tá hospedando o plagiador.
Procure o e-mail do host e explique a situação para eles: um de seus clientes está plagiando um texto seu e você já tomou todas as medidas necessárias porém ainda não recebeu resposta do indivíduo. Peça para que congelem o domínio dele, pois eles correm o risco de serem indiciados por contribuir na violação de direitos autorais.
Ainda não deu? Bom, duas soluções: 1 - parte pra ignorância: insira o site dele em mecanismos de buscas pornô ou em sites de link-farming (eventualmente o Google irá ver isso e banir o site do mané), fale mal dele (anonimamente, você não quer ser processado), 2 - entre em contato com o advogado mais próximo e veja quais outras soluções você pode tomar.

Autoria deste artigo: http://digitalpaperweb.com.br/ezine/

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

A lei do Direito Autoral garante aos autores de obras intelectuais os direitos morais e patrimoniais da sua produção. A lei no Brasil data de 1998, com a expectativa de solucionar velhos problemas, tais como pirataria.

Hoje, a lei vem sendo cada vez mais discutida em função da evolução das Tecnologias da Informação, e da constante produção e disseminação de informação através da Internet.

No entanto, não podemos confundir Direito Autoral com Direito ao acesso à informação. A lei deve contribuir para a sociedade e, de modo algum, “negar” os direitos humanos básicos referentes à educação, ao conhecimento e à informação.
O que é?
É o direito que protege trabalhos publicados e não publicados nas áreas da literatura, teatro, música e coreografias de dança, filmes, fotografias, pinturas, esculturas e outros trabalhos visuais de arte como programas de computador (softwares). O direito autoral protege a expressão de idéias e reserva para seus autores o direito exclusivo de reproduzir seus trabalhos. (MINISTERIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, on line).
Onde está disponível? O site do Governo Federal disponibiliza a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Artigo retirado DAQUI

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

COMO SE PROTEGER


Através da máxima de "alguns direitos reservados", as licenças do Creative Commons, lançadas oficialmente em 2001, pretendem proteger os direitos de autoria, sem impedir a utilização, o compartilhamento e a criação coletiva de textos, músicas, enfim, de qualquer produção intelectual.

Essas licenças permitem que cada autor decida o quanto quer abdicar dos seus direitos, ou seja, uma abdicação quase total até restrições a criação de obras derivadas ou uso comercial.

O site Creative Commons BR traz as informações sobre as licenças no Brasil: http://www.creativecommons.org.br/
E as licenças em português, adaptadas ao Brasil estão disponíveis em: http://creativecommons.org/international/br/

Com poucos toques no mouse você pode dizer quanto da sua criação intelectual disponível na web pode ser usado!
Dica: assistam ao vídeo Seja Criativo do Creative Commons para entender melhor o espírito de "alguns direitos reservados".
Artigo retirado DAQUI .

PLÁGIO É ATESTADO DE BURRICE



Direito Autoral
"Todos os direitos reservados."
A lei do Direito Autoral garante aos autores de obras intelectuais os direitos morais e patrimoniais da sua produção. A lei no Brasil data de 1998, com a expectativa de solucionar velhos problemas, tais como pirataria.

Hoje, a lei vem sendo cada vez mais discutida em função da evolução das Tecnologias da Informação, e da constante produção e disseminação de informação através da Internet.

No entanto, não podemos confundir Direito Autoral com Direito ao acesso à informação. A lei deve contribuir para a sociedade e, de modo algum, “negar” os direitos humanos básicos referentes à educação, ao conhecimento e à informação.
O que é?
É o direito que protege trabalhos publicados e não publicados nas áreas da literatura, teatro, música e coreografias de dança, filmes, fotografias, pinturas, esculturas e outros trabalhos visuais de arte como programas de computador (softwares). O direito autoral protege a expressão de idéias e reserva para seus autores o direito exclusivo de reproduzir seus trabalhos. (MINISTERIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, on line).
Onde está disponível? O site do Governo Federal disponibiliza a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

SILVA FILHO, Antonio Mende da. Blog: um novo poder de comunicação. Disponível em: http://www.espacoacademico.com.br/063/63amsf.htm.
Artigo retirado DAQUI

sábado, 29 de novembro de 2008

A IMPORTÂNCIA DO COPYSCAPE

Uma coisa é um leitor de feeds como, por exemplo, o Farol do Apdeites, ou (salvas as devidas distâncias) o serviço Kinja ou ainda o Google Reader: os conteúdos são recolhidos automaticamente, mas a fonte é não apenas mencionada como realçada, com data, título, autor e outros elementos, se disponíveis. Também é perfeitamente legítimo transcrever, citar ou mesmo reproduzir conteúdos ou peças de produção alheia, desde que se mencione claramente a origem, por regra com link ao respectivo endereço.
Outra coisa bem diferente é editar o código de uma página que não é nossa, seleccionar o conteúdo no todo ou em parte e colá-lo simplesmente noutra página, assinando (ou não) por baixo. O serviço
CopyScape permite detectar estes casos de transcrição literal, como se pode ver neste exemplo. O original resultou de algum trabalho de investigação, após selecção do tema (informação por e-mail), passando depois por selecção e inclusão dos endereços mais adequados, estruturação do conteúdo, revisão e correcção, enquanto que a cópia (integral) levou simplesmente tudo de arrasto, sem qualquer espécie de esforço e sem a mais ínfima pitada de incorporação própria; a nota de “desculpas” final (sem link, note-se) foi acrescentada posteriormente, depois de uma nota do autor ao “dono” do blog.
A diferença entre a transcrição técnica e a cópia singela reside no objectivo que se pretende atingir: pode ser, como em qualquer estudo, para
suporte ou ilustração de um trabalho próprio, e nesse caso está muito bem, como pode ser para fingir que se trata de produção original, e nesse caso está muito mal; ou está decente e coerentemente inserido numa peça original, ou então constitui essa peça, assim, sem mais nada, quando muito com uma ou outra alteração, apenas para disfarçar a evidência do plágio; ou se nota perfeitamente que é citação ou, se não se nota nada disso, então estamos em presença de um roubo, puro e simples.
Roubo, porque se subtraiu algo a outrem; roubo, porque se copia em poucos segundos aquilo que levou horas, dias, meses de trabalho a produzir; roubo, porque a finalidade é obter créditos por um labor, uma investigação, uma concepção que não foram, de todo, de quem se limitou a copiar o que já estava feito; roubo, ainda mais grave, porque se assina não assinando mas dando a entender que sim, que aquilo é de quem publica, e por isso se assassina o trabalho alheio.
A grande dificuldade, nisto tudo, é que ainda não existe muita jurisprudência (será que existe alguma?) sobre direitos de autor - e direitos conexos - a nível cibernético, por assim dizer, ou no meio virtual que é a Internet. O chamado
e-Direito (Direito electrónico/virtual) ainda está numa fase muito inicial; surpreendentemente, existem já diversos blogs que se dedicam em exclusivo a questões relacionadas com o Direito na área das novas tecnologias. E é óptimo que assim seja, que existam pessoas, e principalmente especialistas, que se dedicam ao estudo de casos, à compilação de dados, isto é, de alguma forma à defesa dos direitos da criação intelectual, artística, científica ou técnica, neste caso aplicada ao meio informático.
Há quem viva exclusivamente da parasitação, da canibalização do trabalho alheio e se divirta, ainda por cima, com alegações torpes sobre a “propriedade comum” do meio virtual ou sobre a “arrogância” de quem se atreve a reivindicar a “paternidade” de certo trabalho; se já é difícil, para não dizer impossível, proteger a autoria de um simples texto, muito mais será, seguramente, proteger a concepção de um projecto, de uma ideia, de um método, de uma simples inovação; não custa nada esperar que alguém se lembre de qualquer coisa nova, ou descubra um processo mais rápido e eficiente, e ir imediatamente copiar aquilo, apresentando rapidamente a coisa, ideia ou processo, como sendo de sua iniciativa; é facílimo, devemos presumir, estar calmamente sentado à espera de que alguma solução seja encontrada, como resultado de sabe-se lá quanto tempo de trabalho, de pesquisa, de investigação, de experimentação, e ir a correr apresentá-la como ideia própria ou, ainda mais cinicamente, alvitrando à partida “direitos” de domínio público e de “elasticidade” ou “plasticidade” das questões de autoria. A colocação de avisos ou “carimbos” de copyright, como é o caso do CopyScape ou da
Numly Numbers, parece mesmo acicatar ainda mais o espírito predador dos cibercanibais; a denúncia pública das piratarias, do sequestro e do arresto de conteúdos, conduz quase sempre, frustrantemente, apenas a mais publicidade gratuita para o(s) prevaricador(es), que assim julgam triunfar em toda a linha com a sua tremenda “esperteza”.
Escrever é um acto criativo que já vai tendo alguma protecção. Criar é um acto solitário intermédio que pode ou não ser reconhecido, mas igualmente com um mínimo de direitos juridicamente estabelecidos. Pelo contrário, pensar é um acto profundamente estúpido, na medida em que nem sequer existe como figura legal, que terá de esperar até melhor oportunidade, isto é, muito provavelmente até à eternidade; ora, como é lógico não existe - até ver - criação sem raciocínio. Mas enfim, não se pode ter tudo. Conseguir alguma espécie de protecção legal, ao menos para aquilo que se redige, é bem melhor do que nada.
Pode bem suceder, por conseguinte, que tanto o blog
e-Direito(*) como os outros da mesma área possam dar uma ajuda a todos os verdadeiros autores do espaço ciberlusófono.
(*) No momento em que este post foi publicado, o endereço está indisponível; se a situação se mantiver, consultar, por exemplo, os blogs
Informática do Direito, Direito da Alta Tecnologia e Internacionalização, Informática Jurídica e Direito da Informática.

Artigo retirado so site:
http://apdeites2.cedilha.net/?p=216

Portanto, usem e abusem do CopyScape!